segunda-feira, 13 de junho de 2011

Punaré Bar



De quinta à domigo, o Punaré Bar - situado no Cais da Beira Rio, em Floriano-PI - abre suas portas para os artistas da terra. Propondo mudar uma realidade dominada por excesso de som automotivo, que infelizmente se encontra em vigor num dos mais belos cenários naturais de Floriano, os organizadores do espaço oferecem mais uma opção cultural priorizando os artistas locais e sua produção intelectual. Confira a programação:

Quintas, às 20:00: Chico Mário Voz e Violão, com sucessos consagrados e repertório dedicado à cultura musical nordestina e carioca, além de composições próprias e de artistas locais

Sextas, às 21:00 e sábados, às 14:00: Anderson e Francis com seus violões-guitarra. Eles trazem no seu repertório músicas consagradas do gênero Pop Rock Nacional, além das principais atualidades musicais

Domingos, às 14:00: Chico Mário Voz e Violão, com o mesmo repertório

Então fica aberto o convite conforme programação semanal. Traga seus amigos e família, pois o Punaré Bar tem o atendimento que você merece a preço justo e com produtos de excelente qualidade.

Punaré Bar, o lugar de quem curte pensar!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Rio Parnaíba - velho monge



 meu brother galego

 êh velho monge!





Belezas naturais do rio Parnaíba, na região de Floriano, Piauí. Bichos exuberantes como o surubim (Pseudoplatystoma sp.) são comuns, mas correm sério risco de sobrexploração do seu estoque natural. Vale a pena conhecer o rio Parnaíba. Muito provavelmente, essa visão não existirá mais após a construção de 5 (cinco!) usinas hidrelétricas. Uma pena.

A caixinha e o violão

A caixinha preta não toca. Ela tem um lindo violão no seu visor, como uma moldura de papel de parede, mas não toca. Ela tem também um banco branco de ferro e várias letrinhas flutuantes, juntamente com uma linda e verde samambaia. As cores são contrastantes e lindas, e enquanto ouço “Lucy in the Sky with diamonds” meus ouvido teimam em dizer que a caixinha não toca, nem tão pouco seu violão.

Enquanto isso, meu violão está deitado, confortavelmente. Ele sim toca; ele sim chora baixinho e expande minha mente para coisas impossíveis, para dimensões inimagináveis, muito além do horizonte.

Descobri a pouco que a tal caixinha não é somente preta: tons discretos em cinza além de pontos verdes e vermelhos também podem ser notados. No entanto, olho de relance para o ar e sinto um aroma agridoce pairando sobre a ponte. Tento descobrir se meus pensamentos podem ser verdade ou se mais uma vez serei enganado pela tentação do querer ser poder.

Enquanto isso ela insiste em não tocar. E o meu violão, bem baixinho. Só ele sabe o que meus dedos intrépidos sentem ao tocá-lo delicada e deliciosamente. O tempo passa e cada nota, acorde e minuto, juntos, é uma eternidade transgressora. Cada minuto soa como as vinte e quatro horas por dia mais mal vividas de toda a minha curta vida.

O meu mundo é um universo. Gira, brilha, pula e se movimenta em constante desequilíbrio. O meu mundo é o caos, dinâmico e avesso a qualquer monotonia. Ele quer ver o cosmo reagir às intempéries monótonas dessa juventude transgredida e fechada dentro de si; dessa juventude senil de pessoas que nunca ousam querer ser melhores consigo mesmas. Que não ousam amar de verdade.

Enquanto isso, a caixinha preta não toca. E o meu violão, gentilmente chora. Bem baixinho... Because?

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Poema sem graça



E de repente, tudo ficou sem graça.

As diferenças de níveis, tão evidentes

Me rogaram as mais intensas pragas

E me fizeram o escravo da corte mais sorridente.

Parar, as vezes, é a melhor saída

Te situa, te recoloca e dá um novo rumo.

Mais caminho sob minhas escolhas

Mesmo que elas me levem ao fundo do poço

Mesmo que delas eu morra sem a mínina escolha

Mesmo que afunde num mar de glórias ou de pleno fracasso.

Hoje, a noite é nossa. Digo mais, é mais minha que sua.

E entre risos e sorrisos, bocejos e assobios

Ela, mais que tudo, vingou mais uma vez

Arregalando-me as retinas

Pras cortinas que à séculos para mim se despiam.

Felicidade é um carma, talvez um dom;

Talvez eu a tenha sentido.

Ração para peixes




Farelo de soja, de milho e de trigo. Pronto, é a garantia de grande quantidade de proteína e carboidratos de origem vegetal. Para completar, farinha de ossos (ou carne), de vísceras de frango ou peixe (ou ovos) e um complemento vitamínico (existem várias marcas no mercado). Agora sim está formulada a ração ideal para diversos animais domésticos, como por exemplo frangos e peixes. Proteínas, carboidratos, vitaminas e outras substâncias importantes para esses organismos estão presentes na quantidade ideal para um pleno desenvolvimento.

A partir de então, passe numa daquelas máquinas de moer carne, para compactar a massa homogeneisada a partir desses ingredientes, mais 30% de água. Se não tiver um moedor, relaxe. Compacte com algum instrumento (como um rolo) sobre uma superfície lisa (como uma bandeja, por exemplo).

Em seguida, seque na estufa a 55°. Não tem uma estufa? Faça que nem eu e aproveite o sol do Piauí. Ele é excelente para esse tipo de coisa. A natureza também agradece.

Extraído de Pereira-Filho (Comunicação pessoal), 2009.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Flor de feijão

(Foto: Chico Mário)



A flor do segredo, desse mar de terra e ar

Não é púrpura, alva ou sequer negra.

Tem tons desbotados, mesmo sem descorar;

Brilha, alumia e com tudo transborda alegria.



A flor do meu desejo e do meu quintal

É viva enquanto vida e chuva tiver.

Com orvalho molha-se, e da terra provê seu sal;

Com prazer, deleita-se com a alegre Mel, ser todo fugás.



E o ciclo das coisas fluem;

No cantar das aves,

Sob um efeito borboleta...



Água e sal enfim as nutrem;

Reencontrando átomos e silvos,

Sob o crivo indelével da mãe natureza!



sexta-feira, 15 de abril de 2011

É nóis na fita!


Depois de um tempinho sem atualizar o blogue, óia nóis aqui de novo! Como se percebe, estou no DF, centro do poder brasileiro. Depois de defender meu trabalho de dissertação no INPA em Manaus, resolvi passar aqui pra visitar uns amigos de longa data e conhecer um pouco da capital federal, antes de voltar ao rincão.

Cheguei por aqui no dia 11/04 (segunda) depois de ter perdido meu vôo (que lezeira!) e nesse meio tempo já deu até pra gravar umas faixas de voz e violão no studio de gravação GS, de propriedade de quatro grandes amigos meus de infância que possuem também uma banda de forró lá pras bandas do Riacho Fundo II. Foi legal pq foi uma primeira experiência nesse sentido e fiquei bastante a vontade.

Bom, acho que já na próxima semana estarei em terras florianenses pra matar a saudade dos familiares e amigos. Depois do término do curso, tenho certeza que passarei por uma fase meio trash, sem perspectivas breves de trabalho. Mas é isso, vou pegar meu violão, cantar e tocar pro tempo passar e as coisas se ajeitarem. É isso ai, tô na pista.